MÉTODOS DE VALORAÇÃO AMBIENTAL
Prof. Dr Arnaldo Freitas de Oliveira Junior
arnaldojun@gmail.com
Este artigo fudamenta-se em apresentar alguns métodos de valoração ambiental como aporte àqueles que estão engajados nas questões ambientais e em sua defesa. trata-se de breve descrição metodológica. No entanto, estou trabalhando em uma elaboração metodológica cuja finalidade é ajustar diversas equações econométricas.
INTRODUÇÃO
As Funções Ambientais possuem, notório, importância em todos os ecossistemas e constituem elos de uma rede de complexidade que estabelecem a complementaridade entre fatores abióticos e as espécies da fauna e flora, responsáveis por manter os sistemas naturais.
Os recursos naturais são alvos de diversos impactos ambientais causados pela ação antrópica comprometendo a qualidade de vida, as espécies de fauna e flora e as funções ambientais, entre outras condições necessárias para manutenção de Sistemas ecológicos.
Diante da perda de algumas Funções Ambientais, que estão relacionadas com a qualidade de vida do homem, este, em contra partida, assume um custo para compensar a supressão de determinado bem natural tendo que efetuar o pagamento, pela perda do serviço ambiental respectivo.
A Economia Ambiental assume papel fundamental em desenvolver e elaborar equações econométricas na perspectiva de estimar o valor econômico e ambiental de bens e serviços ambientais. Mais especificamente a Economia Ecológica vem constituindo um fórum para a expressão de novas propostas e concepções metodológicas e epistemológicas, envolvendo um arcabouço teórico das relações existentes entre a economia e a ecologia, a física, a química, a biologia, e engenharia. O objetivo maior desta integração é propor e conciliar métodos para quantificar o uso dos recursos naturais e ampliar as noções de sustentabilidade (CAVALCANTI, 1995).
Diversas pesquisas associadas à Economia Ambiental estão sendo realizadas para estimar os valores proporcionados pelos bens ambientais, simultaneamente pretende-se aprimorar os métodos de valoração ambiental, uma vez que são inúmeras variáveis que envolvem tais estudos.
As diferentes abordagens em uso constituem outro fator que dificulta a adoção de metodologias unificadas. Embora há um consenso de que o mais indicado é o desenvolvimento do maior número de experiências possíveis de modo a permitir a evolução de métodos amplamente aceitos de valoração ambiental (MERICO, 1996). No entanto, a opção por um ou outro método ou por outro para valorar o ambiente estará submetida em função da utilidade que o recurso natural apresenta como benefícios diretos e indiretos e na promoção do desenvolvimento socioeconômico, ou ainda pelo dano ambiental causado. Desta maneira, para se estimar o valor ambiental podem ser aplicados métodos de avaliação direta ou indireta que por sua vez estão em função do uso ou do não uso dos recursos naturais (OLIVEIRA JUNIOR, 2003).
MÉTODOS DE VALORAÇÃO
Não existe valor de mercado que possa determinar diretamente o valor dos bens e serviços ambientais (BELLIA, 1996), e assim, surgem diversas abordagens para estimar o Valor Econômico Total das áreas naturais (OBARA, 1999).
Os métodos utilizados para se obter o Valor Econômico Total são aplicados em elementos da natureza tal como biodiversidade, patrimônio paisagístico, áreas de proteção ambiental, áreas de lazer e recreação, ou qualquer outra situação que não exista valor de mercado (MERICO, 1996).
Vários autores definem o Valor Econômico Total como estratégia em se estimar o valor de determinado recurso natural. PEARCE (1989) e SEROA DA MOTTA (1990) representam o valor econômico total pela seguinte expressão:
VET= Valor de uso + valor de opção + valor de existência
RANDALL, STOLL (1983), LOOMIS, PETERSON (1984), WALSH, LOOMS (1989) definem o VET como a soma dos Valores de Uso e dos Valores do Não-Uso, dos recursos naturais.
Com base nessas proposições pode-se detalhar mais claramente o VET e classificar os valores de uso e do não-uso, da seguinte forma:
VET= VALOR DE USO + VALOR DE NÃO USO
Em que o valor de uso é a soma dos valores obtidos pelo valor de uso direto e valor de uso indireto.
O Valor de uso direto caracteriza-se pelo uso direto de um dado recurso natural. Está associado ao ativo natural. É determinado quantitativamente. O mesmo valor de uso pode ser utilizado de diversos modos (MOTA, 2001). É atribuído pelas pessoas que realmente usam ou usufruem o recurso natural (BELLIA, 1996). São exemplos de produtos que podem ser aproveitados de forma sustentável e comercializados legalmente, como: madeira, alimentos, látex, fibras, óleos, fenóis, produtos retirados ilegalmente das áreas naturais como ouro, prata, flora e fauna silvestres, etc. Neste grupo de produtos são incluídos ainda os benefícios proporcionados pelas áreas de lazer, recreação e prática de turismo, estética da paisagem, valor espiritual educação e pesquisa (OBARA, 1999). Vale salientar que os locais de recreação exercem papel fundamental na manutenção da biodiversidade, como recurso natural que proporciona lazer, entretenimento e a prática de turismo para uma população de usuários (MOTA, 2001).
O Valor de uso indireto está associado à função ecológica do ativo ambiental, pois contribui para a manutenção da biodiversidade (MOTA, 2001). Estes valores incluem os benefícios derivados dos serviços que as áreas naturais fornecem como aporte aos bens e serviços de produção, ou seja, os valores estimados no controle de erosão, manutenção da qualidade da água, controle climático, preservação da biodiversidade, do material genético, entre outros (OBARA, 1999). Uma floresta em sua plenitude, mantém espécies da flora e fauna, realiza a ciclagem de nutrientes, regulariza o clima e exerce diversas outras funções ecológicas vitais para a manutenção do ecossistema (MOTA, 2001).
O valor de não-uso é obtido pela soma dos valores motivados normalmente por fatores altruístas e com forte apelo sentimental. Portanto, o valor de não-uso é compreendido pela soma dos valores de Opção, valores de Existência e valores de Herança.
O Valor de Opção compreende o valor que o indivíduo estaria disposto a pagar para usufruir o ambiente em um momento futuro e não no momento presente (BELLIA, 1996). Refere-se ao indivíduo que procura garantir seus direitos de bem estar no futuro ao usufruir determinado elemento da natureza (OBARA, 1999). No entanto, se as preferências do consumidor e as disponibilidades futuras são certas, o valor de opção será zero, estando garantido o seu uso. Porém, as incertezas futuras geram expectativas no presente naquele consumidor que declara sua disposição a pagar por algum valor no presente para conservar os recursos naturais a fim de que tenha a opção de seu uso no futuro (MOTA, 2001).
O Valor de Existência constitui tarefa difícil de se estimar pois se refere ao valor atribuído à existência do próprio recurso, independente de seu uso (BELLIA, 1996). É o direito intrínseco de existência (OBARA, 1999). Algumas pessoas têm satisfação somente em saber que algum ecossistema em particular, mesmo não o conhecendo, existe em condições relativamente intocadas. Seu valor de existência e tão real quanto qualquer outro valor econômico (RANDALL, 1997). As pessoas avaliam um recurso natural mesmo se não o consomem, porque são altruístas para com os amigos, familiares, a fauna e a flora, as futuras gerações e por entenderem que a natureza possui seus direitos de existir (NOGUEIRA, MEDEIROS, 1997; BISHOP, WELSH, 1992).
O Valor de Herança destina-se ao valor pago pelo indivíduo para que as futuras gerações também tenham direito de usufruir bens e serviços ambientais (OBARA, 1999).
Assim, a expressão do VET assume a seguinte forma geral:
As Funções Ambientais possuem, notório, importância em todos os ecossistemas e constituem elos de uma rede de complexidade que estabelecem a complementaridade entre fatores abióticos e as espécies da fauna e flora, responsáveis por manter os sistemas naturais.
Os recursos naturais são alvos de diversos impactos ambientais causados pela ação antrópica comprometendo a qualidade de vida, as espécies de fauna e flora e as funções ambientais, entre outras condições necessárias para manutenção de Sistemas ecológicos.
Diante da perda de algumas Funções Ambientais, que estão relacionadas com a qualidade de vida do homem, este, em contra partida, assume um custo para compensar a supressão de determinado bem natural tendo que efetuar o pagamento, pela perda do serviço ambiental respectivo.
A Economia Ambiental assume papel fundamental em desenvolver e elaborar equações econométricas na perspectiva de estimar o valor econômico e ambiental de bens e serviços ambientais. Mais especificamente a Economia Ecológica vem constituindo um fórum para a expressão de novas propostas e concepções metodológicas e epistemológicas, envolvendo um arcabouço teórico das relações existentes entre a economia e a ecologia, a física, a química, a biologia, e engenharia. O objetivo maior desta integração é propor e conciliar métodos para quantificar o uso dos recursos naturais e ampliar as noções de sustentabilidade (CAVALCANTI, 1995).
Diversas pesquisas associadas à Economia Ambiental estão sendo realizadas para estimar os valores proporcionados pelos bens ambientais, simultaneamente pretende-se aprimorar os métodos de valoração ambiental, uma vez que são inúmeras variáveis que envolvem tais estudos.
As diferentes abordagens em uso constituem outro fator que dificulta a adoção de metodologias unificadas. Embora há um consenso de que o mais indicado é o desenvolvimento do maior número de experiências possíveis de modo a permitir a evolução de métodos amplamente aceitos de valoração ambiental (MERICO, 1996). No entanto, a opção por um ou outro método ou por outro para valorar o ambiente estará submetida em função da utilidade que o recurso natural apresenta como benefícios diretos e indiretos e na promoção do desenvolvimento socioeconômico, ou ainda pelo dano ambiental causado. Desta maneira, para se estimar o valor ambiental podem ser aplicados métodos de avaliação direta ou indireta que por sua vez estão em função do uso ou do não uso dos recursos naturais (OLIVEIRA JUNIOR, 2003).
MÉTODOS DE VALORAÇÃO
Não existe valor de mercado que possa determinar diretamente o valor dos bens e serviços ambientais (BELLIA, 1996), e assim, surgem diversas abordagens para estimar o Valor Econômico Total das áreas naturais (OBARA, 1999).
Os métodos utilizados para se obter o Valor Econômico Total são aplicados em elementos da natureza tal como biodiversidade, patrimônio paisagístico, áreas de proteção ambiental, áreas de lazer e recreação, ou qualquer outra situação que não exista valor de mercado (MERICO, 1996).
Vários autores definem o Valor Econômico Total como estratégia em se estimar o valor de determinado recurso natural. PEARCE (1989) e SEROA DA MOTTA (1990) representam o valor econômico total pela seguinte expressão:
VET= Valor de uso + valor de opção + valor de existência
RANDALL, STOLL (1983), LOOMIS, PETERSON (1984), WALSH, LOOMS (1989) definem o VET como a soma dos Valores de Uso e dos Valores do Não-Uso, dos recursos naturais.
Com base nessas proposições pode-se detalhar mais claramente o VET e classificar os valores de uso e do não-uso, da seguinte forma:
VET= VALOR DE USO + VALOR DE NÃO USO
Em que o valor de uso é a soma dos valores obtidos pelo valor de uso direto e valor de uso indireto.
O Valor de uso direto caracteriza-se pelo uso direto de um dado recurso natural. Está associado ao ativo natural. É determinado quantitativamente. O mesmo valor de uso pode ser utilizado de diversos modos (MOTA, 2001). É atribuído pelas pessoas que realmente usam ou usufruem o recurso natural (BELLIA, 1996). São exemplos de produtos que podem ser aproveitados de forma sustentável e comercializados legalmente, como: madeira, alimentos, látex, fibras, óleos, fenóis, produtos retirados ilegalmente das áreas naturais como ouro, prata, flora e fauna silvestres, etc. Neste grupo de produtos são incluídos ainda os benefícios proporcionados pelas áreas de lazer, recreação e prática de turismo, estética da paisagem, valor espiritual educação e pesquisa (OBARA, 1999). Vale salientar que os locais de recreação exercem papel fundamental na manutenção da biodiversidade, como recurso natural que proporciona lazer, entretenimento e a prática de turismo para uma população de usuários (MOTA, 2001).
O Valor de uso indireto está associado à função ecológica do ativo ambiental, pois contribui para a manutenção da biodiversidade (MOTA, 2001). Estes valores incluem os benefícios derivados dos serviços que as áreas naturais fornecem como aporte aos bens e serviços de produção, ou seja, os valores estimados no controle de erosão, manutenção da qualidade da água, controle climático, preservação da biodiversidade, do material genético, entre outros (OBARA, 1999). Uma floresta em sua plenitude, mantém espécies da flora e fauna, realiza a ciclagem de nutrientes, regulariza o clima e exerce diversas outras funções ecológicas vitais para a manutenção do ecossistema (MOTA, 2001).
O valor de não-uso é obtido pela soma dos valores motivados normalmente por fatores altruístas e com forte apelo sentimental. Portanto, o valor de não-uso é compreendido pela soma dos valores de Opção, valores de Existência e valores de Herança.
O Valor de Opção compreende o valor que o indivíduo estaria disposto a pagar para usufruir o ambiente em um momento futuro e não no momento presente (BELLIA, 1996). Refere-se ao indivíduo que procura garantir seus direitos de bem estar no futuro ao usufruir determinado elemento da natureza (OBARA, 1999). No entanto, se as preferências do consumidor e as disponibilidades futuras são certas, o valor de opção será zero, estando garantido o seu uso. Porém, as incertezas futuras geram expectativas no presente naquele consumidor que declara sua disposição a pagar por algum valor no presente para conservar os recursos naturais a fim de que tenha a opção de seu uso no futuro (MOTA, 2001).
O Valor de Existência constitui tarefa difícil de se estimar pois se refere ao valor atribuído à existência do próprio recurso, independente de seu uso (BELLIA, 1996). É o direito intrínseco de existência (OBARA, 1999). Algumas pessoas têm satisfação somente em saber que algum ecossistema em particular, mesmo não o conhecendo, existe em condições relativamente intocadas. Seu valor de existência e tão real quanto qualquer outro valor econômico (RANDALL, 1997). As pessoas avaliam um recurso natural mesmo se não o consomem, porque são altruístas para com os amigos, familiares, a fauna e a flora, as futuras gerações e por entenderem que a natureza possui seus direitos de existir (NOGUEIRA, MEDEIROS, 1997; BISHOP, WELSH, 1992).
O Valor de Herança destina-se ao valor pago pelo indivíduo para que as futuras gerações também tenham direito de usufruir bens e serviços ambientais (OBARA, 1999).
Assim, a expressão do VET assume a seguinte forma geral:
VET= valor de uso direto + valor de uso indireto + valor de opção + valor de existência + valor de herança
Métodos baseados em Preços de Mercado
A obtenção dos valores de “bens e serviços” de elementos da natureza pode ser realizada com base nos métodos baseados em preços de mercado, por meio do levantamento de preços praticados no comércio de produtos/mercadorias regularmente comercializados. Produtos como alimentos, flores, plantas ornamentais, plantas medicinais, madeira, entre outros, constituem uma base de transação comercial já estabelecida por um preço de mercado.
Mudança na produtividade (Change in produtivity):
Utiliza-se este método para valorar as mudanças na qualidade, na quantidade ou no custo de produção de bens ambientais, na presença ou ausência de um projeto de desenvolvimento (OBARA, 1999). Durante um estudo na floresta peruana, Peters, Gentry, Mendelsohn (1989), constataram que o manejo sustentável da exploração de látex e frutos conferia valores líquidos duas a três vezes superiores se a floresta fosse desmatada.
Mudança na renda (Change in income):
Este método é aplicado quando um indivíduo tem sua renda diminuída em função de doenças provocadas por contaminação ambiental, exemplo: poluição do ar, da água, e mesmo do solo.
Gastos com prevenção (Preventative expenditure):
Aplica-se este método quando os moradores utilizam parte de sua renda para prevenir danos ambientais tais como: enchentes, fogo, qualidade da água.
Custo de substituição (Replacement–cost):
Este método avalia o custo para restaurar um patrimônio ambiental danificado ou substitui-lo por algum projeto de desenvolvimento. Este custo pode ser comparado ao custo de prevenir o dano ambiental.
Métodos Não Baseados em Preços de Mercado
A maior parte dos elementos da natureza, apesar de promoverem o bem estar da sociedade, não apresentam preço de mercado. Nestes casos, para se valorar tais elementos utiliza-se de um mercado de recorrência (surrogate market) ou a um mercado hipotético por meio dos preços de sombra (shadow prices).
Neste caso, utiliza-se estratégia complementar para valorar o ambiente:
Custo de viagem (travel cost):
Este método avalia o custo total de uma viagem (combustível, alimentação, hotel, souvenir´s). Seu custo equivale ao valor da área a ser visitada, e normalmente é usado para áreas de recreação.
Valor de propriedade (property value)
Refere-se ao valor pago na compra de uma propriedade, acrescido do valor de benefícios ambientais que a mesma apresenta como: ar puro,água limpa, nascentes, paz, beleza cênica, outros.
Método de Valoração de Contingente (Contingent evaluation)
Trata-se de um método para valorar os benefícios ambientais gerados por uma área natural considerada de Não-uso. Consiste na aplicação de questionários para um grupo de pessoas que permite identificar o grau de consciência ambiental que os indivíduos possuem a respeito de determinado patrimônio ambiental. Este questionário tem a propriedade de revelar a disposição a pagar (DaP) dos indivíduos pela manutenção de um beneficio ambiental, ou pela sua restauração, ou pela sua preservação, ou ainda o quanto elas estariam dispostas a aceitar/receber (DaA) como compensação para tolerar uma determinada baixa na qualidade ambiental ou mantê-la intacta, sem utilizá-la.
No intuito de se valorar as atividades realizadas no arquipélago de Galápagos, De Groot (1992) fundamentou-se em uma análise funcional dos ecossistemas elaborando uma matriz contendo 16 componentes ambientais que foram subdividas de acordo com as Funções Ambientais de Produção, de Suporte, de Informação e de Regulação. SANTOS et al. (1998) aplicaram a mesma metodologia para valorar os “bens e serviços ambientais” gerados pela Estação Ecológica do Jataí localizada no interior do Estado de São Paulo no município de Luiz Antonio. Em ambos os casos a matriz de valoração apresenta dados quantitativos e qualitativos. Assim, pode-se observar os valores US$, em função da área de estudo e em função de um período de tempo, geralmente período de 12 meses.
Os “bens e serviços ambientais” que expressam valores qualitativos nas colunas de valores sociais e de uso produtivo são de difícil mensuração, apesar de apresentarem importância sócio-econômica, isto porque não correspondem a nenhum tipo de produto especifico de consumo; o que poderia ser facilmente analisado e calculado um preço de mercado.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BELLIA, V. Introdução à Economia do Meio Ambiente. 1996. Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal. Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA. Brasília, DF. 262p.
BISHOP, RICHARD C; WELSH, M. P. Existence Values in Benefit-Cost Analysis and Damage Assessment. Land Economics, Madison, v.68, n. 4, p. 405-417, nov. 1992.
CAVALCANTI, CLOVIS. Desenvolvimento e natureza: estudo para uma sociedade sustentável. – São Paulo: Cortez; Recife, PE: Fundação Joaquim Nabuco, 1995.
De Groot, R. S. Functions of Nature. Evaluation of nature in environmental planning, management and decision making. Amsterdam: Wolters-Noordhoft, 1992, 315p.
LOOMIS, J. B.; PETERSON, G.L.; SORG, C.F. a field guide to wildlife economics analysis. Transactions of the North American Wildelife and Natural Resources Conference, v. 49, p. 315-324, 1984.
MERICO, L. F. K. Introdução à economia ecológica. Blumenau: Ed. Da FURB, 1996, 160p.
MOTA, JOSÉ AROUDO, O valor da Natureza: Economia e política dos recursos ambientais. Rio de Janeiro: Garamond, 200p., 2001.
NOGUEIRA, FLÁVIA MARIA DE BARROS. O método de análise funcional de ecossistemas. Caso de estudo: bacia do Rio Bento Gomes (Pantanal de Poconé, MT) com ênfase nas Funções Ambientais afetadas pela mineração de ouro. Tese de doutorado, Universidade Federal de São Carlos, UFSCar, 1995, 222p.
OBARA, ANA TYOMI. Valoração Econômica de Unidades de Conservação. O método de valoração de contingente. Caso de estudo: Estação Ecológica de Jataí, Luiz Antonio, SP. Tese de doutorado, Universidade Federal de São Carlos, UFSCar, 1999, 111p.
OLIVEIRA JUNIOR, ARNALDO FREITAS de. Valoração Econômica da Função Ambiental de Suporte relacionada às atividades de turismo, Brotas, SP/ Arnaldo Freitas de Oliveira Junior. -- São Carlos : UFSCar, 2003. 277 p.
PEARCE, D. Blue Pint 4: Capturing Global Environmental Value: Londres: Earth Scan Publiacations Ltd., 1995.
RANDALL, A. ; STOLL, J. R. Existence value in a total valuation framework. In: ROWE, R. D.; CHESTNUT, L. G. (Org.) Managing air quality and scenic resources at National Parks and wilderness areas. Boulder: West view, 1983.
SANTOS, J. E.; NOGUEIRA, F; PIRES, J. S. R; PIRES, A. M. Z.C.R.; OBARA, A. T.; MARGARIDO, L. A. C. Funções Ambientais e Valores dos Ecossistemas naturais – Estudo de Caso: Estação Ecológica de Jataí (Luiz Antonio, SP). In: Anais do VIII Seminário Regional de Ecologia. São Carlos, UFSCar. 1998, p.541-584.
SERÔA DA MOTTA, R. Análise custo-benefício do meio ambiente. In: MARGULIS, S. editor. Meio Ambiente, aspectos técnicos e econômicos. IPEA/ PNUD, 1990, p. 109-134.
Métodos baseados em Preços de Mercado
A obtenção dos valores de “bens e serviços” de elementos da natureza pode ser realizada com base nos métodos baseados em preços de mercado, por meio do levantamento de preços praticados no comércio de produtos/mercadorias regularmente comercializados. Produtos como alimentos, flores, plantas ornamentais, plantas medicinais, madeira, entre outros, constituem uma base de transação comercial já estabelecida por um preço de mercado.
Mudança na produtividade (Change in produtivity):
Utiliza-se este método para valorar as mudanças na qualidade, na quantidade ou no custo de produção de bens ambientais, na presença ou ausência de um projeto de desenvolvimento (OBARA, 1999). Durante um estudo na floresta peruana, Peters, Gentry, Mendelsohn (1989), constataram que o manejo sustentável da exploração de látex e frutos conferia valores líquidos duas a três vezes superiores se a floresta fosse desmatada.
Mudança na renda (Change in income):
Este método é aplicado quando um indivíduo tem sua renda diminuída em função de doenças provocadas por contaminação ambiental, exemplo: poluição do ar, da água, e mesmo do solo.
Gastos com prevenção (Preventative expenditure):
Aplica-se este método quando os moradores utilizam parte de sua renda para prevenir danos ambientais tais como: enchentes, fogo, qualidade da água.
Custo de substituição (Replacement–cost):
Este método avalia o custo para restaurar um patrimônio ambiental danificado ou substitui-lo por algum projeto de desenvolvimento. Este custo pode ser comparado ao custo de prevenir o dano ambiental.
Métodos Não Baseados em Preços de Mercado
A maior parte dos elementos da natureza, apesar de promoverem o bem estar da sociedade, não apresentam preço de mercado. Nestes casos, para se valorar tais elementos utiliza-se de um mercado de recorrência (surrogate market) ou a um mercado hipotético por meio dos preços de sombra (shadow prices).
Neste caso, utiliza-se estratégia complementar para valorar o ambiente:
Custo de viagem (travel cost):
Este método avalia o custo total de uma viagem (combustível, alimentação, hotel, souvenir´s). Seu custo equivale ao valor da área a ser visitada, e normalmente é usado para áreas de recreação.
Valor de propriedade (property value)
Refere-se ao valor pago na compra de uma propriedade, acrescido do valor de benefícios ambientais que a mesma apresenta como: ar puro,água limpa, nascentes, paz, beleza cênica, outros.
Método de Valoração de Contingente (Contingent evaluation)
Trata-se de um método para valorar os benefícios ambientais gerados por uma área natural considerada de Não-uso. Consiste na aplicação de questionários para um grupo de pessoas que permite identificar o grau de consciência ambiental que os indivíduos possuem a respeito de determinado patrimônio ambiental. Este questionário tem a propriedade de revelar a disposição a pagar (DaP) dos indivíduos pela manutenção de um beneficio ambiental, ou pela sua restauração, ou pela sua preservação, ou ainda o quanto elas estariam dispostas a aceitar/receber (DaA) como compensação para tolerar uma determinada baixa na qualidade ambiental ou mantê-la intacta, sem utilizá-la.
No intuito de se valorar as atividades realizadas no arquipélago de Galápagos, De Groot (1992) fundamentou-se em uma análise funcional dos ecossistemas elaborando uma matriz contendo 16 componentes ambientais que foram subdividas de acordo com as Funções Ambientais de Produção, de Suporte, de Informação e de Regulação. SANTOS et al. (1998) aplicaram a mesma metodologia para valorar os “bens e serviços ambientais” gerados pela Estação Ecológica do Jataí localizada no interior do Estado de São Paulo no município de Luiz Antonio. Em ambos os casos a matriz de valoração apresenta dados quantitativos e qualitativos. Assim, pode-se observar os valores US$, em função da área de estudo e em função de um período de tempo, geralmente período de 12 meses.
Os “bens e serviços ambientais” que expressam valores qualitativos nas colunas de valores sociais e de uso produtivo são de difícil mensuração, apesar de apresentarem importância sócio-econômica, isto porque não correspondem a nenhum tipo de produto especifico de consumo; o que poderia ser facilmente analisado e calculado um preço de mercado.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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LOOMIS, J. B.; PETERSON, G.L.; SORG, C.F. a field guide to wildlife economics analysis. Transactions of the North American Wildelife and Natural Resources Conference, v. 49, p. 315-324, 1984.
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NOGUEIRA, FLÁVIA MARIA DE BARROS. O método de análise funcional de ecossistemas. Caso de estudo: bacia do Rio Bento Gomes (Pantanal de Poconé, MT) com ênfase nas Funções Ambientais afetadas pela mineração de ouro. Tese de doutorado, Universidade Federal de São Carlos, UFSCar, 1995, 222p.
OBARA, ANA TYOMI. Valoração Econômica de Unidades de Conservação. O método de valoração de contingente. Caso de estudo: Estação Ecológica de Jataí, Luiz Antonio, SP. Tese de doutorado, Universidade Federal de São Carlos, UFSCar, 1999, 111p.
OLIVEIRA JUNIOR, ARNALDO FREITAS de. Valoração Econômica da Função Ambiental de Suporte relacionada às atividades de turismo, Brotas, SP/ Arnaldo Freitas de Oliveira Junior. -- São Carlos : UFSCar, 2003. 277 p.
PEARCE, D. Blue Pint 4: Capturing Global Environmental Value: Londres: Earth Scan Publiacations Ltd., 1995.
RANDALL, A. ; STOLL, J. R. Existence value in a total valuation framework. In: ROWE, R. D.; CHESTNUT, L. G. (Org.) Managing air quality and scenic resources at National Parks and wilderness areas. Boulder: West view, 1983.
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SERÔA DA MOTTA, R. Análise custo-benefício do meio ambiente. In: MARGULIS, S. editor. Meio Ambiente, aspectos técnicos e econômicos. IPEA/ PNUD, 1990, p. 109-134.